segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

18

Diário da gorda, décima oitava postagem.

Mas eis que a moreninha do saic narra o encontro romântico que teve co boy-magya num inferninho qualquer de Chapecó (ai se Chape tivesse inferninho...).

Diz que essa aconteceu ca-miga da gorda, moreninha do saic que dizem que foi a direta inspiração do Joaquim Manoel de Macedo. Era pro livro chamar No saic: uma moreninha, mas aí a moreninha do saic, muito humílima de sua vivência-vivida, pediu ao autor, "por favor" e este apenas aquiesceu com um gesto, rubro o rosto. A gorda vai omitir que depois do por favor a moreninha falou "néaaaahmmm?".

Voltando pr'ela, estava lá com o boyzinho (vai aprendendo o Joaquim Manoel, querido, que é assim que se escreve uma grande estória tá boooom?) e coisa e tal e lose cose e cose lose, vamos pedir, vamos pedir, o que vamos pedir e eis que o boyzinho sai com a primeira premiada da noite
- Essa demora toda, sabe, porque o garçom, olha lá, é gordo que um balofo... demora a inércia chegar até a mesa sabe moreninha do saic? hahahaha

Epaaaaarreeeeeeeeeee!

Seguiu um silêncio na mesa, a moreninha se abstém de comentar, engole seco, guarda pra depois, porque logo chega o segundo garçom meio atrapalhado, elétrico assim, cheio das boas vontades anota os pedidos
-Puta merda... esse fdp cheirou demais, olha lá! Não deviam contratar ele! Ele e as preta... Aliás, a melhor coisa de Chapecó é não ter tanta bicha preta! Ti contar até uma vez que uma bicha preta dessas bem afeminada veio fazer uma proposta pra mim no aeroporto de Florianópolis que pagava tudo pra ter uma noite comigo, eu mandei ele praquele lugar, bicha preta nojenta!

(Nesta hora a gorda da efapi já tá toda cagada, jogada no chão senhoras e senhores, porque nem ela aguenta mais narrar a história... Reclamando baixinho no tapete atrás da porta. Já tá toda lesa-parva que nem a Macabea.)

Aí o boy conclui com brilhantismo: adoro o humor do Paulo Gustavo, porque ele fala a real, fala o que a gente quer ouvir de bom humor mesmo, não tem medo do que é politicamente incorreto, é um humor muito inteligente...

Aí meus queridos... aí a moreninha do saic quebra e saifiníssima da situação, tipo sabe aquela cena do jogo que o lutador já tá tonto e derepente dá um shoriuquem e sailinda tombado com o outro lutador? (Joaquim Manoel, prestando atençã-uooo???), aproveitando pra por o dedinho bem na feridinha do queridinho
- Eu também adoro o Paulo Gustavo... só a minha maior queixa dele é deste humor de falar do branco, da elite, da gorda, da gordofobia, que não é entendido como um sarcasmo absurdo que é o que ele faz, mas é naturalizado pelas pessoas...
E dá um sorrisinho colgate a moreninha do saic, uma batidinha na perna da bescha, garçom, por gentileza a conta?
E vamos embora.

Moreninha-do-saic arrasa e sai ilesa da baixaria.

É isso Berenice, a Iechibaba sorriu satisfeita: Udělal výkon...
Dorme agora!

17

Diário da gorda, décima sétima postagem.

Querido diário,

a gorda da efapi anda fazendo um trabalho de evangelização nos banheirões convertendo os paus hts da cidade de Chapecó... Vamos trazer os paus para a luz! Jesus, multiplica!

Berenice salva a gente...

Bem a gorda ia contar a história do pau hétero que ela pegou num banheirão esses dias mas acabou esquecendo... acabou caindo nas reflexões dos banheirões das pegações e das rimas, me deixem, suas lokas...

É que a gorda já levou muito fora em banheirão de boyzinho meio alheio que depois encontrou com ela em certa noite numa conhecida boate gay, com sobrenome de uma fruta fálica (a gorda não vai dizer qual é porque não é ético da parte dela) de uma conhecida cidade do oeste catarinense... E foi que foi que alguns destes boyzinhos que deram o fora na gorda no banheirão vieram querer pegar a gorda na boate! Ai Berenice, segura, que vou bater nessa gentalha! Gentalha, gentalha, pz! Berenice, explica pra gorda ela só ser boua o suficiente pras béscha na bouatchy e no banheirón as bicha tudo se fazendo?

To boua!
Affffffff...
Faz favor.
Vem comer meu cu!

Mereço...
Daí a gorda foi ca amiga e num pegou ninguém, só viu outrazamigue, a moreninha do saic e a bunda branca-trilíngue... A moreninha do saic até apresentou seu namorado e depois disse que era intriga da oposição que nem tava namorando...(mas hein?)

Mais sobre ela no próximo post.
Misigura Berenice essas bicha num tô podendo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

16

Diário da gorda, décima sexta entrada.

Só as boua da uffs Berenice!

O professor-hétero colega da gorda comenta com a gorda:

"Nossa, você não sabe... e eu cheguei no banheiro pra mijar e tinha um cara lá batendo punheta, pqp, que coisa nojenta, etc etc etc..."

O Professor-hétero-lesado-meu-Deus, PQP, colega da gorda comenta com a gorda 2:

"Nossa que gata essa mulher!"

O professor-hetero colega comenta com a gorda 3:

"Aí vocês reclamam, mas esse gayzismo, essa ditadura gay, que todo mundo tem que ser gay..."

A professora-gay colega da gorda comenta com a gorda 4:

"Na fernando não... só tem puta tribufu..."

O professor-gay colega da gorda comenta com a gorda 5, sobre a professora-gay 4:

"Mas não, ela disse que só se apaixonou pela amante dela, que é uma coisa da pessoa mesmo, que não é gay..."

Me DEIXEM SUAS ANTA-HETEROSSEXUALÓIDE QUE NÃO MEREÇO ESSA HETERONORMABURROTIVIDADE INEXAURÍVEL! A GORDA É GAY, É LÉSBICA, É TRAVA, É SAPA, É TRANS E FAZ BANHEIRÓN!

Tudo menos hétero, tudo menos hétero...

Deus baixa na uffs-Chapecó e diz em forma de Jesus, "vai gorda, ser hétero na tua vida".
Cursed-gorda!

Oooohhhh Lord! Oh Jesus, no, what? what'd'u said, oh Lord, no Lord, oh Jesus, everything but straight, everything but straight Lord, Jesus, gi' her a cancer, Lord, gi' her a cancer, Jesus, everything but straight!

Bereniiiiiiiceeeeeee, acaba cá heterossexualidade, que esse mundo não pertence mais a ela, fazendo favor pra gordaaaaaaaaaa!

Misigura Berenice, tô tonta...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

15

Diário da gorda, décima quinta entrada.

Gorda, o banheirón fechou? Só se for com a tua cara, otário! Gorda grossa! Gorda, que acontece, num te deixam mais entrar no banheirón, proibiram a adiposidade lá, agora só entra slim?

Non, blog abusado! Misigura Berenice, vou dar na cara desse blog, que abuso. Vou quebrar tudo a moto dele! O babado é certo...

A gorda só tá trabalhando-trabalhando-trabalhando-trabalhando (infelizmente não é numa piroca mag-neficente...) mas Berenice, se é pra compensar teve quase até um banheirón tríplice, paquera e tudo, a gorda se sentiu quase fazendo a social! A social no banheirón, vamos lá dar close, é claro... Close, diferente de closet, SAIM DO ARMÁRIO SUAS DESGRAÇADA!

Na agenda da gorda tá anotado assim.
segunda-feira:
querida agenda, hoje saí do armário, com amor gorda.
terça-feira:
querida agenda, hoje tenho horário marcado no banheirón. Vamos ver se ele me recebe.
quarta-feira:
querida agenda, o banheirón mandou dois boy me comer ao mesmo tempo, to toda cagada, mas to na luta!
quinta-sexta-sábado-domingo
(...)
(...)
(...)
Gorda, sai desse banheiro vem me escrever...
Segunda-feira:
ultrassonografia pra ver a porra no estômago... Ai... Porra no estômago... muita... a gorda vai fechar ca geral da unimagem da unimed nesta segunda, vai cair co queixo das enfermaragem, queridinhaaaaaaaaaa, me desculpe, mas em certos círculos em que me auto-denomino "Lady Pinho sol", sou na verdade mais conhecida como "boquinha de veludo". Botar pra quebrar na viadagem. Descer dando tamancada já!

Bem Berenice vamos dormir que amanhã tem mais. A gorda promete contar em breve em primeira pessoa o banheirón-tríplice! Ai! Nem fala assim que parece aquela coisa de segunda guerra mundial...

Vamos terminar chamando Jesus entón Berenice... Segura...

Triplicica Senhor!
Boua notchy Berenice.

sábado, 10 de outubro de 2015

14

Diário da gorda, décima quarta entrada.

Misigura Berenice, misigura que eu vou cair nesta retrete!
Querido diário, a gorda tá um ó! O ó do borogodó... Trabalhando, trabalhando, trabalhando, estressada e tudo o que. Me deixe trabalho, saia deste corpo, ele pertence à preguiça! À lascívia e aos vícios! Saia virtude! Essa virtude, coisa de homem branco de terno "que trabalhador que era", URGH! Morra!

Bem, mas não bastasse isso, tô cheia das crises intestinais. Assim, uma intolerância à lactose nas alturas. É incrível, diário, a gorda: intolerante! Mas não é com sua própria gordura dessa vez, nem com a dos outros, com a lactose... (A irmã da gorda fala que todas as intolerâncias tem um fundo auto-imune, e tudo que é auto-imune tem um fundo psicopatológico de auto-extermínio, auto-mutilação. Mas haja Lacan pra dar conta dessa teoria. A gorda mesmo não dá... no máximo ela vai no banheiro ter uns quilos de diarréia).

Pois bem, no meio disso tudo vamos fazer um banheirão né? Porque os intolerantes são também filhos de Iechibaba e merecem putanhar...(Iechibaba foi quem transformou a Rusalka no demônio das águas, mas isso é outra história). Mas não é que... no meio dessas cólicas monstruosas, Iechibaba sorriu pra gorda, e mandou assim o banheirão mais babado de Chapecó.

A gorda, foi, encontrar um bofinho... vamos pro privé? Vamos, claro! A gorda se pegando com o bofinho e tudo e tal, chega um segundo... Venha, venha, venha, tem lugar pra nós três. Ui.

E foi isso. Iechibaba arrotando satisfeita. 
Berenice, Ela decidiu me mandar todos os banheirões não acumulados tipo mega-sena. A gorda se jogou naqueles corpos. Com intolerância ou sem, vamos pro banheiro.

Boa notchy Berenice.

13

20/09/2015

Diário da gorda, décima terceira entrada.

Uma Elegia pra Dilmar.
Em um dia qualquer, um domingo qualquer, um banheiro qualquer. (Não. Era o da rodoviária, a gorda lá garimpando uns bofin). Bem aleatório. Mas aí entrou no banheiro um boy daqueles bem parecidos com uma paixão estonteante que a gorda teve, logo no começo de minha graduação, em 2000.

Que banheirão que nada, a gorda não fez mais nada que não escutar Lady Macbeth sonambulíssima "Arabia intera, rimondar se piccol mano con suoi balsami non puòi!" e ficou delirando junto, vamos deixar esse banheirão pra lá. Sozin delirando no banco de rodoviária entre anúncios de ônibus e gente estranha passando.

15 anos atrás quando não tinha preguiça das paixões e tantas vezes e tão gratuitamente a gorda se apaixonava. Choraaaaaaavaaaaaaaaaa... Escutava Chopin, Faurè, Ravel, Verdi. Tooooooda dramática. (Há que se dizer, à gorda lhe parece que... o turning point destas paixões foi conhecer a personalidade mítica, Lady Macbeth... Era como conhecer alguém como a Narcisa dizendo "ai que absurdo!" Pense na força de uma pessoa dramática, apaixonada e loka, loka, mais loka que a Shakira! Haja... foi ali que a gorda começou a se desapaixonar).

No meio de tanto Ravel, e tanto Macbeth, havia essa paixão, que de aterradora por este rapaz lindo, que lindo que ele era, Dilmar de seu nome.  Foram lá uns bons dois anos pensando neste Dilmar ai gorda, que tempo tão longo desperdiçado! Podia tar limpando a casa e lavando a roupa pelo menos. Malhando quem sabe. Era Dilmar seu nome.

E não aconteceu nada né, nem se quer este rapaz ficou sabendo que a gorda era apaixonada por ele... Ou sabia lá no fundo dos olhos da gorda, colhia uma paixão bem delicada, tipo Blimunda Sete Luas colhendo vontades de Baltasar Sete Sóis em formato de nuvens. Mas aqui também era só vontade louca da gorda em transformar essa paixão terrível em um momento eterno, memorável, interminável, saramaguiano, sanguinolento que fosse, que tivesse a força da dor e da delícia que a paixão deixaram nela.

Coisa boba, todas as paixões são fugazes. Ou na verdade a paixão só pode acabar por não se consumar ou no suicídio, porque paixão que vira amor, não virou nada... Paixão de quem se apaixona e é correspondido não tem graça nenhuma, e é o que a gorda aprendeu em seus delírios com Lady Macbeth.

O tempo passou, passou, passou, foi deglutindo pouco a pouco a paixão das entranhas da gorda. Transformando sua loucura. Adaptando. Deixando pra lá. Transformando em integrais de invariantes de mecânica dos fluidos. Ou mesmo em relatividades gerais, em perturbações gravitacionais.

A gorda fui pra casa com a tristeza no bolso. Ouvindo uma elegia de paixão que teve por Dilmar, uma elegia de Dido e Eneas, Dido abandonada por Eneas... morre, esvanece.

"Remember me, REMEMBER ME, BUT AH! FORGET MY FATE!"

(Dizia o texto todo,
"Thy Hand Belinda, Darkness shades me!
On thy bosom, let me rest...
More I would, but death invades me!
Death is now a welcome guest!
When I am laid, am Laid in earth,
may my wrongs create no trouble in thy breast
Remember me, but ah! forget my fate".)

É isso. O que morre por fim, a paixão. E me recomenda: "que meus erros, que meus sentimentos mais profundos não te criem mais dores no peito, deixa eles irem, guri... te lembra de mim, te lembra sempre, nunca te esqueça, mas ah! Esqueça sim do meu destino..."

Epitáfio

Por onde andará Dilmar. Que fará. Tem família, tem filhos? Uma filha de nome Clara? Clarice? Onde estará, onde estará, que dirá, que dirá, que diria se um dia me ver de novo. Oi tudo bem, como passou a vida? Você acabou, se graduou, casou, virou assassino, que fez de sua vida. Estranheza.

Chamo seu nome baixinho, bem baixinho. Quase um sopro, murmuro. Chamo com mais força, Dilmar, Dilmar. Chamo de longe. Já sem obter resposta.

Silêncio.

Berenice... a tristeza reina (rainha) no blog da gorda. Vamos dormir pra chorar ou ao contrário agora.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

12

Diário da gorda, décima segunda entrada.

Querido diário. A gorda foilinda num congresso da área dela de física (que o nome é tão feio, que precisa de uma sigla que parece remédio, a dizer, Encontro Nacional de Física de Partículas e Campos), lá encontrar com tantos física desocupados como ela, que fazem física teórica como ela, e que são o ó do borogodó de chatos. (Como ela).

O tal congresso acontecia lá pra uma cidade de MG pequetita. Só tinha por lá, trabalhar a física das partículas e campos... comer... e dormir. 3 quilos mais gorda (é sempre possível ficar mais gorda), a gorda voltou pra terrinha 5 dias depois. Mas é claro que antes disso a gorda se fez linda com os boys da cidade! Deus, no meio de tanta foda, a gorda pegou outra gorda! Já não havia mais cama pra espalhar tanta gordura naquele quarto arfante, suado, derramado de odores sudorosos! Mas ói Berenice foi uma coisa assim ginástica, estou sem ar me deixa respiraaaaaaarrrrrr! Muita foda, muita foda depois a gorda vira pro peguete... gato, preciso dormir. E a gorda (a outra que não ela) foi embora: dormi extasiada. Bem, trata-se na verdade da segunda noite... Na primeira foi outro boyzinho estilo apaixonaaaaaddddoooo (ai gorda pra que dar whatsapp pro boy que agora num me deixa mais em paz dizendo que quer vir morar em Chapecó! Desorientada... Todas desorientadas), que me passou um cheque homérico todo trabalhado nas cores escuras nos lençóis que outrora brancos da gorda. Toda uma Ilíada na cama da gorda! Materializada! Maior prova cabal de ato não há! O boyzinho estilo "non è facile avere 21 anni, tutto il giorno facendo la caca, arrivederci" pediu desculpas e tudo. Bora lavar o lençol no banheiro argh... Berenice, decisão pra melhorar o meu pessoal: aprender a fazer a chuca mais trabalhada do hemisfério Sul. Sabe aquela chuca mais batalhada cheia de reminiscências, toda uma informação, Berenica, gira essa Chuca pra mim, girando, girando, girando, segura que vai sair Berenice!

Depois a gorda deu linda pra esse boyzinho, mas deu tanto que ficou com crises anais por 1 dia. No último dia no caso, mas aí foi um Deus nos acuda. Samba-samba-samba... O Rio de Janeiro samba e o cu da gorda dança... ballet porque é fino. Uma coisa de loko conciliar esses congressos com as comilanças com as fodelanças. A gorda se sentia quase nos livros do Marquês de Sade, só sem o desejo de assassinar. Bem, neste último dia Berenice, a gorda começou dando pra um boyzinho do próprio congresso, CHOQUE! Tem físico de partículas e campos viadooooo! (Além de mim). O boyzinho delicinha e do pau pequeno :(. Mas tudo bem, era só o ensaio néahm... Porque do quarto do boy, ainda cheirando a pecado, aqueles odores de macho e tudo e tal, uma seborréia, um queijo azedo, a gorda saiu encontrar outro boy do pau mega, assim, geba de cavalo, assim, toda uma feira de beringela pra cima... super na perifa da cidade... Bora correr gorda o boyzinho quase se escondido de tão longe morava, corre, corre gordita, mostra sua agilidade, corre e corre mais, ufa cheguei! E a pirocada foi tão forte, mas tão forte, tão grande  que a gorda gozou com o pensamento: mundo, ACABE AGORA! Num quero mais nada... Aquele momento que: fecho o olho e penso, o mundo acabou, que delícia. ZZzzzzzzzzz. Descansa 15 segundos, recupera o fôlego gorda, é o tempo que voce tem. Tempo de vestir a roupa e vamos embora correr antes que a janta acabeeeeeee, zup pro hotel. Corra gorda corra.  Fuilinda esvoaçando a pirocada em plumas que quase caio um tombo! Toda borboleta. Pois foi o chegar no hotel e os coleguinhas da gorda olham pra ela, metade gordura, metade suor: risinho malicioso, nos conte onde foi que tu fostelinda... (Num conto nada e se perguntar eu nego, sou santa pessoa, de Virgem...). Pra terminar a noite... o boyzinho de 21 me comeu mais uma boa hora e meia e ela voltou direto pra intervenção cirúrgica... do cu no caso, porque ela contabilizou aí que mais de 20% do dia passou com ele ocupado. Me interne, tire o diabo do meu corpo dotor. Aliás... tira nada! Prohibited! Deixe lá meu buraco negro...

Gorda farabutta! Saldo. Uma gorda apaixonada por uma geba tamanho litro, geba-desafio, outra gorda mutuamente apaixonada pela primeira gorda (cansaço de tanta foda),  boyzinho-21 apaixonado pela gorda, e o físico do pau pequeno? MORRA! É porque há uma tendência natural (es neigt stets dazu) a formar quadrilha com todos os enredos, sabe como é Berenice. Nós brasileiros nascemos com Drummond no sangue...

Ps. Berenice, euzinha! Que vos falo se sinto no direito de inaugurar o verbo viado irlinda... (A submeter um artigo em pajubá-bichês ver se aceitam a sugestão dela).  Enquanto isso vamo todo mundo conjugando com a gorda: eu voulinda, tu vaislinda, ele vailinda, nós vamoslindas/a gente foilinda, vocês/eles vãolindas.

E todo um pretérito dorme: fuilinda Berenice...

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

11

Diário da gorda, décima primeira entrada.

Banheirão tenebroso na rodoviária... me deixe leiloar meu precioso pra quem eu quiser seu guarda, senhor do meu anel.

Dia 1 de junho.

Foi a gorda lá garimpar boys no banheirão da rodoviária e adivinha que ela não quase foi pega por guardas tosquíssimos à paisana pra pegar gordas da efapi que vão fazer banheirão na rodoviária? Os guardas tosquíssimos usaram e abusaram de violência verbal e truques dialéticos pra tentar fazer com que a gorda caísse na armadilha deles (confessasse o crime absurdo de fazer banheirão, porque eles os guardas nada tinham visto além de dois meninos mijando lado a lado no mictório e saído por isso a gritar "que pouca vergonha" e etc). Mas a gorda puta-rodada dos banheirões carimbados da cptm paulistana, a gorda, puta rodada dos banheirões mundo-afora não ia cair na ladainha das sete virgens desse pessoalzinho playboizinho de merda om uniformes. Mas foi por um quase né...

Mas olhe seu guarda, meu precioso é meu e só tasca nele os boy que a gorda da efapi permitir! (a gorda até se lembrou de uma frase que dizia algo como "dou o cu sim e se reclamar dou de novo", mas achou melhor não usar ela com os guardas).

Sem mais muito que fazer ela saiu traumatized daquele banheirão e só voltou lá dois meses depois pra descobrir que os guarda continuam fazendo as desocupada do mundo as não tenho nada pra fazer a não ser impedir os banheirão das gorda. Da efapi. E de outros lugares também.

Mas ói Berenice, tanta gente desocupada nessa cidade!

domingo, 7 de junho de 2015

10

Diário da Gorda, décima entrada.

Mas ói Berenice, o nome deste post deveria se chamar "domingo glorioso", que foi o domingo que a gorda teve hoje... Começou ao meio-dia com o brunch tradicional da gorda de domingo. Daí a gorda seguiu trabalhar (como tem feito costumeiramente), e se concentrou de sobremaneira... acabou o artigo, preparou aulas e saiu tomar sopa com a família! Vai gorda!

A gorda foi. Delícia. Depois a gorda fui encontrar um casal e fazer uma putaria básica deliciosa, um casal delicioso, assim, dois, um gorda que nem ela, branquela que nem ela, pau grosso-delícia, outra preta-preta, corpaço, bundona, pauzão... A gorda se refestelou em meio àqueles corpos deliciosos, foi um rebordosa, um refestelo, uma coisa, um sexo, um delicioso, como há tempo não!

E depois a gorda virou amiguinha do casal... trocaram confidências e tudo (na verdade... já de outra vez eu sabia que o branquelo estudava na federal). Acabou virando um possível amante do casal e sentiu-se gloriosa! Saiu de lá meio assim, Berenice, como se pode dizer? Nas nuvens? Voando, pra não dizer com o carro. Pois. Pra finalizar este domingo glorioso a gorda veio dirigindo essa enorme distância de 40 minutos ouvindo os Etudes Tableaux Op.33 e 39 do Rachmaninoff no toque do Nikolay Lugansky. E aí sim foi um gozo completo, àqueles estudos... maravilhosos que são, os estudos que variam entre o máximo que se consegue ser de intimista à violência russa pianeira, a gorda veio vazia ouvindo, numa paz absoluta. Mas ói Berenice foi incrível o intimismo na gorda, que tava flutuante n meio de todas aquelas notas. Berenice, me segura, senão vou pro céu ser Anjo cas amiga Leila! Fiquei até com medo de rodar-rodar-rodar sem saber exatamente para onde é que eu iria. Acabei em casa.

Ai que leveza Berenice... Me prende nessa cadeira, faz eu ficar nesse mundo Berenice!
E boua notchy, que amanhã tem mais.

domingo, 17 de maio de 2015

9

Diário da gorda, nona entrada.

Nesta semana que passou a gorda teve uma visão. Enquanto ela estava correndo nas esteiras da academia, lutando dura e bravamente (pra ficar saudável? Não, pra ficar magra, rélooooo--uooooooo-uuuuu), ela viu um caminhão de porcos passando para uma destas indústrias alimentícias. Os porcos, coitados não tinham muita noção do destino deles e a gorda ficou compadecida com a cena, daqueles porquinhos divididos nas pequenas celas, enclausurados num pequeno espaço de morte ali por ali sendo transportados praquele fim.

Depois a gorda pensou uma coisa um tantinho banal. Aqueles porcos eram ela mesma. E seus colegas. E amiguinhos e inimiguinhos. E todas as pessoas ao redor. Mas num sentido bem específico, que dessa vez não tinha nada a ver com a gordice... eram as pessoas que iam pro trabalho todo dia, o trabalho das pessoas é a cela do porco. O destino dos porcos é morrer pra sustentar um pequeno sistema de privilégios de homens com gostos refinados. O destino do trabalho é gerar bem-estar a outro pequeno grupo (cada vez mais pequeno) de gostos refinados, a gorda pensou. E ela passou a odiar/amar trabalho mais do que o que ela já odeia/ama. Odeia porque se o trabalho gera bem-estar, este bem estar vai ser distribuído de cima pra baixo e vai ficar concentradíssimo. Ama porque ela gosta de aprender sobre física, gosta da física (que é a profissão da gorda).

A gorda pelo menos pode odiar/amar o trabalho. Quanto aos porcos não sabemos o que acham de suas celas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

8

Diário da gorda, oitava entrada.

Hoje a gorda foi (fui) no banheirão babado, aproveitar que tava no centro dar uma ciscada por lá. Eis que entra um boyzinho todo metido e começa a gritar com ela... "Seu cheira-bosta, viado de merda, tá procurando sacanagem aqui?"

Há uma gama de respostas que a gorda pensou pra ocasião (na verdade pensei nestas respostas depois, na hora só pensei na resposta que dei e mais nada. E claro fiquei com medo). Três versões se destacam no pelotão do campo das ideias, a sincera, a sado e a fóbica-deu-um-loop-pra-loucura. A primeira e mais clássica seria:

- Isso não é nada meu querido, você parou por aí porque não me viu peladinha, ouviu? Se tivesse visto, eu ia muito bem completar: esqueceu de me chamar de gorda!

Outra opção seria:

- Sim, sim, meu bem, o mesmo que você, mas sem essa homofobia escrota, e sem precisar negar meus desejos, meus corpos, minhas pelancas, já aceitei tudo isso, tudinho, tudinho, sou toda-toda, me sorvo das minhas estranhas, me sorvo todo guloso da minha nojeira, de tudo isso que você chama de abjeto, e que é o que eu sou, essa delícia que sou, delícia pra mim mesmo, tá ouvindo belezinha, estou aqui oferecendo este corpo que é tudo que tenho, agora muito bem, passe a violentá-lo JÁ, ME POSSUA NESTE INSTANTE, de preferência daqui pra frente com a violência física, já que a verbal, já fez check point.

Ainda a gorda podia ter ido por uma mais clássica e dito:

- Você está enganado, eu acho nojento essa bandidagem viada, esses viado tudo podre que vem aqui procurando sacanagem, que ravia dessa pilantragem dos infernos, poluindo a praça e a vida pública, deviam era morrer, morrer muito, morrer demais, majoritarimente morrer, morrer de tesãããããããããoooooo!

Mas como dito no começo, a gorda só disse pra bicha homofóbica gritosa: "tô mijando, me dá licença", e a bicha homofóbica saiu gritando sozinha as mesmas coisas parecendo um Goblim covarde que não tem muito a perder na vida... (E que vida sem-graça essa em que a única emoção só pode ser tirada de uma violência homofóbica).

O que acontece no banheirão fica no banheirão, disse um amigo da gorda. Pois é bem verdade, inclusive os crimes.

(Se bem que não né... a gorda tá aqui contando tudinho, afinal).
Bereniiiiiiiceeeeeee que stás no céu! (Ai errei, era a Leila). Me proteja Berenice, me deixa cair em tentação mas livrai-me do mala-man!

Amem Berenice!

7

Diário da gorda, sétima entrada.

Querido diário...
A gorda anda trabalhando mais que camelo no deserto sem água e ar-condicionado. Um stress essa vida de funcionário público dela. É tanto stress que entre uma pegação e outra, a gorda sonhou umas duas semanas atrás com uma barata enorme andando pelo quarto essas em estilo Gregor Samsa, (ou seria joaninha), essas que facinho levam o roupeiro da gorda, dois por dois nas costas. Mas que coisa Berenice, que faço com essa barata.

A gorda olhou pra barata e a barata
"-Eu vou voar tá?"
"Mas hein??"

A gorda olhou de novo a barata fazendo um movimento com as asas assim que nem cavalo limpa os dentes e começou uma conversa de tête-à-tête com a barata.

"Mas e o que?"
"O que o que?"
"Que você tá fazendo atrás do meu guarda-roupa? Favor deixar este quarto agora, sou uma rainha soberana não aceito insultações de seres menores, nem menos ocupações do meu espaço que é meu, meu quarto minhas regras."
"A senhora tá loka, perturbada, cheirou corra-lola de sapateiro, comeu cocô, bebeu água do vaso, isto aqui é um sonho e eu só vim te dizer que vou voar tá?"
"E porque veio, porque, que tá fazendo aqui, não tem comida, não tem nada pra você aqui."
"Tô andando por aqui ali, pesquisando, experimentando, sendo curiosa."
"Me deixa."
"Vou voar tá?"

Daí a goda pulou pra outro sonho, que já não se lembra mais. Só lembro de ter acordado cansado e "tá, pensa na Macabea, se veste toma banho vai dar suas aulinhas e representar de novo esse papel de ser, com muita obediência."
Vamos pra aula Berenice.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

6

Diário da gorda, sexta entrada.

Daí a gorda super aproveitou o feriado pra lavar toda roupa e fazer aquela pegação babada no banheirão mais badalado da cidade! Todas as bichas (gordas que nem elas, um pouco mais velhas que elas, as novinhas se prostituindo), as do armário e as de fora convoluíam praquele banheirão majestoso! Capaz, a maior parte das bichas (da cidade e fora dela), acham banheirão coisa nojenta, degradante, coisa de gente pobre (ai que horror, pobre, asco!), coisa de gente suja (que horror, a sujeira!), coisa de gente assim... os párias né. [Claro que as mesmas bichas nunca que conseguem conter a excitação de pensar na situação (e tem as mais torpes que negam né?), mas a gorda não tá aqui pra falar disso hoje. (Sim, o banheirão tinha o que a viadagem moderna, bem comportada, quase hétero, o "meio gay" bombado, educado, masculinizado, julga: a escória dentre os gays, os pobres, os sujos, os feios, os gordos).]

E a gorda se encontrou com um bofinho no belo dia de feriado, um estilo pocket (assim pequetito, mais que ela), e foram pro banheiro reservado enquanto a tarde ia indo embora pelas janelas do banheiro. Eu (a gorda) e o bofinho foram (fomos) nos (se) pegando enquanto a noite chegava. (A cidade ia ficando literalmente às escuras... falta de energia elétrica o dia todo). (Ficaria uma noite de total escuridão... breu...). A pegação ia acontecendo... na cabine de banheiro mal-cheirosa... tudo meio no escuro, à meia luz, um tesão, uma loucura, uma coisa por ali, naquela meia luz... meia luz... Quando a gorda se lembrou de um poema do Yeats que dizia das roupas azuis, escuras e pretas, as que se espalharia no chão pra gente se jogar no meio dessa pegação que tesão e tudo e tal... na luz, na meia luz e no escuro...
Peraí,... o poema dizia que ele espalharia as roupas no chão (na verdade) sobre os seus pés boy, pra seguir teu caminho, pra que tu caminhasse (mas na hora da pegação o poema veio meio mudado assim, adaptado ao momento né...). Às roupas cerzidas nos céus, envoltas em luz prata e ouro...Mas sendo eu pobre, só tenho alguns sonhos, que espalho sobre teus pés... pisa devagar, já vou gozando aqui sobre meus sonhos, pisa devagar boy, são meus sonhos...Aaaaaaaaaahhhhhhhh!

O poema era mais complicado, mas foi por aí... também porque era em inglês e a gente pensa em português... Dizia algo como "...Had I the heavens, embroidered cloths, enwrought with golden and silver light, the blue and the dim and the dark cloths of night and light and the half light, I would spread the cloths under your feet... But I, being poor have only my dreams; I have spread my dreams under your feet; tread softly' cause you tread on my dreams..."

A gorda fui pra casa e dormiu extasiada, toda jogada na cama. Ooooohhhh Berenice, mas foi uma coisa assim... espiritual!

domingo, 19 de abril de 2015

5

Diário da gorda, quinta entrada.

Mas ói Berenice, eu tô aqui nadando no Chandon! Nadando no Chandon, no sauvignon e no Don Perrignon! A gorda tá colocada! Capaz, tô nadando é nas lágrimas de sangue das minhas inimigas hahahahahaha.
Que nada, nem nadar a gorda sabe, no máximo ela se afunda (em suas próprias lágrimas). É o que eu (ela) ando fazendo, pra não dizer completamente, parcialmente. Pra gorda a fossa é visitar a família. A família é aquele lugar de violência terrível por tantos lados, a homofobia, o machismo, a misoginia, a luta de classes, o racismo, a gordofobia fazem parte do imagético dessas visitas (quando não fazem diretamente nos discursos, vão aparecendo velados... ou nem tanto). Porque além da violência cotidiana das relações familiares há todas estas outras violências e a gorda ainda não desenvolveu anticorpos pra lidar com todas essas coisas (me desculpem os adaptados).

Mas aí eu necessitado de companhia e chocolate num domingo a noite caí em tentação (e que tentação)...

Deu desastre quando a gorda foi conversar com a mãe sobre essas questões e abriu a caixa de pandora (o que significa: mamãe, você e todos os da família são preconceituosos em vários níveis que já não me acostumo mais se quer saber, e é por isso que não confio em vocês).

Ai gorda... tivesse ficado calada!
Me salva Berenice!



4 - (19/04/2015)

Diário da gorda, quarta entrada.

(A gorda) passo o final de semana sozinha em casa e o feriado de tiradentes, sem amigos, sem amantes, sem boys, sem carinho e sem coberta no tapete atrás da porta reclamando baixinho. Mas a gorda se lembra ainda de manhã: ai que delííííícia acordar sozinho, sem amigos, sem amantes, sem carinho, sem coberta, na cama do lado do tapete atrás da porta, espreguiçar sozinho e bebericar o expresso com leite costumeiro huuummmm.

Domingo não sei o que.
Esse domingo de ânsias. Tenho uma gana nas mãos sabe Berenice, me segura...

Beijos Berenice, vou dormir, esperar tudo isso acontecer amanhã.
(No caso o café).

3 - (17/04/2015)

Diário da gorda, terceira entrada.

Ontem a gorda (eu) sonhou (sonhei) com o Gênio da lâmpada dizendo pra ela "espelho espelho meu"!
Uma coisa assim... moderna. O gênio saía da lâmpada e perguntava pra gorda (pra mim):

-Gordita querida, você quer ser magra? Quer ser assim... Chuazenéguer? Assim Tom Cruise?
No sonho ela responde: siiiiiimmmmm e agita todos os pompons! Ansioooosa! Siiiiiiiiimmmmmm, é tudo o que eu mais quero senhor gênio! Pensa bem, ficar nu em público, fazer sexo, ir nas piscinas, na praia, tirar a roupa no banheiro, na frente dos boys sem ter a vergonha daquelas gorduras no corpo? Pensa bem, senhor gênio, o melhor de tudo, saber que as pessoas não vão estar te olhando e se censurando (porque elas te acham feia assim... gorda, mas se censuram - algumas - , porque acham feio achar isso feio!).

Então tá gordita, vou te transformar magra, de acordo com a imagem que você tenha de você magra agora mesmo!
Plóim!

E a gorda ficou igualzinho ao que tava antes! Igualzinho! Era uma questão de falta de imagem de si mesmo magra, pois desde que o mundo era mundo ela se pensava assim...
Aí 'a gorda' acordei triste (será que vou ser gorda a vida inteira?). Depois lembrei de uma frase que dizia no fundo do sonho, en ambience, parecendo um coro que acontecia em segundo plano numa ópera de Puccini, "é pra poucas, bicha bonita não se esconde, mostra o rosto, a feminilidade."

Ai Berenice...

2 - (12/04/2015)

Diário da gorda, segunda entrada.

Querides-as-os leitores-as-os,

a gorda quer saber:
ó mundo injusto que não me deseja sexualmente esse corpo! Ela saiu pra pegar um boy e o boy broxou porque ela é gorda! (???? mas hein??? porque foi que começou boy?, me deixe, meus corpos, minhas pelancas, não me toques! Me segura Berenice, vou cair!).

Bem, não podendo fazer muito, ela voltou pra casa. Aí botou Maria Bathania, fez a linha "a fossa número 10", limpou toda casa que o fogão ficou brilhante, ariou, ariou, ariou. A gorda (eu) pensou (pensei), se tivesse casaco de pele e pérolas e diamante, me serviria toda deles, estaria lindéééééézima colocada nos brilhantes, passando pano no chão, imagina a cena Berenice!

Não mentira ela não fez nada disso (do último parágrafo). Ela só se deprimiu em frente ao computador (mas a fossa número 10 foi na verdade com a Elis Regina cantando Atrás da Porta), fim da história.

E boua notchy Berenice...

1 - (11/04/2015)

Diário da gorda, primeira entrada.

Caros, caras e cares leitoras, leitores e leitoros que possam eventualmente cair por engano nesta página:
decidi abrir o diário da gorda da efapi onde vou contar todas as questões que passam no coraçãozinho desta gorda-gordinha-gordérrima que vive aqui na efapi, em Chapecó.

De agora em diante, com entradas semanais, mensais, diárias ou anuais, vou tentar dar um resuminho do que é que a gorda tem, que não tem nos outros.

Hoje, pra inaugurar pensei em colocar porque de fazer o diário da gorda da efapi, mas como são tantas as prerrogativas, é capaz que eu me perca entre as divagações aqui, e pra não dar um nó no meu pensamento, só digo que esta alcunha me foi carinhosamente dada num chat de pegação e estou adotando ela porque a achei FOFÍSSIMA!

Mas vocês sabem como é... a gorda da efapi, puta das galáxias (e ao longo das entradas da gorda vocês vão colecionar alcunhas como estas), vadia sobre todas as vadias despudorada e vagabunda de todas as pessoas que fazem sexo já tentou demais ser magra, ai como ela já tentou. (Acabou descobrindo depois de 3 anos de academia que 1) os pesos pesam e fazem hematomas. 2) depois de muito aeróbico, ela mudou completamente  - deixou de ser gorda? Não, passou a ser uma gordinha ágil!). Como ela não conseguiu esse feito de emagrecer, decidiu abrir esse diário online.  Por hora é só pequenérrimos (me desculpem, mas ante esta gorda aqui que vos escreve são todas, todos e todes pequenérrimos).

Ps. peço a todos, todas e todes os gordos, gordas e gordes, a todos, todas e todes que se acham assim, que não se ofendam se a gorda é muito literal em se representar assim... (e que não se ofendam com este diário (essa gord nem é gorda!), este diário online não é pra promover a gordofobia - kkkkk como se ela ainda precisasse de alguma promoção entre nossos corpos néahm?, mas do contrário pra protagonizar minha gordura!).

Me segura Berenice!