domingo, 19 de abril de 2015

5

Diário da gorda, quinta entrada.

Mas ói Berenice, eu tô aqui nadando no Chandon! Nadando no Chandon, no sauvignon e no Don Perrignon! A gorda tá colocada! Capaz, tô nadando é nas lágrimas de sangue das minhas inimigas hahahahahaha.
Que nada, nem nadar a gorda sabe, no máximo ela se afunda (em suas próprias lágrimas). É o que eu (ela) ando fazendo, pra não dizer completamente, parcialmente. Pra gorda a fossa é visitar a família. A família é aquele lugar de violência terrível por tantos lados, a homofobia, o machismo, a misoginia, a luta de classes, o racismo, a gordofobia fazem parte do imagético dessas visitas (quando não fazem diretamente nos discursos, vão aparecendo velados... ou nem tanto). Porque além da violência cotidiana das relações familiares há todas estas outras violências e a gorda ainda não desenvolveu anticorpos pra lidar com todas essas coisas (me desculpem os adaptados).

Mas aí eu necessitado de companhia e chocolate num domingo a noite caí em tentação (e que tentação)...

Deu desastre quando a gorda foi conversar com a mãe sobre essas questões e abriu a caixa de pandora (o que significa: mamãe, você e todos os da família são preconceituosos em vários níveis que já não me acostumo mais se quer saber, e é por isso que não confio em vocês).

Ai gorda... tivesse ficado calada!
Me salva Berenice!



Nenhum comentário:

Postar um comentário